terça-feira, 29 de setembro de 2009
São Miguel
Honduras contra a mentira global - do Olavo de Caarvalho
Se algo os acontecimentos recentes em Honduras confirmam, é aquilo que venho dizendo há anos: quem quer que, sem ser esquerdista, preste algum favorzinho aos esquerdistas, acaba sendo acusado por eles de fazer exatamente o contrário do que fez, de ser um direitista feroz e intolerante que só os persegue, maltrata e atemoriza.
Em 28 de junho, a Suprema Corte de Honduras determinou a prisão do presidente Manuel Zelaya por ter infringido a Constituição e ameaçado usar a força contra o poder legislativo. Os militares, em vez de executar a ordem, deixaram-se enternecer pelo desgraçado e permitiram que ele escapasse para a Costa Rica. Resultado: a esquerda mundial inteira os acusa de ter "expulsado" Zelaya, de ter dado um "golpe", de ter "rompido a estabilidade das instituições".
Se tivessem prendido o delinqüente e o levado a julgamento, a esquerda mundial poderia estar tão enfezada quanto está agora, mas não teria nenhum pretexto para dizer essas coisas. Teria de inventar outras mentiras, mais trabalhosas, menos persuasivas.
Não sei quantas décadas ou séculos de experiência e de sofrimento inútil a humanidade ainda precisará para compreender que indivíduos contaminados pela mentalidade revolucionária não são pessoas normais, confiáveis, das quais se possa esperar lealdade, gratidão, bondade ou acordo racional, mesmo em doses mínimas.
A história está repleta de casos de conservadores, católicos, protestantes, judeus, que arriscaram suas vidas para salvar comunistas perseguidos. Não consta dos anais do mundo um só episódio de comunista de carteirinha que tenha feito o mesmo por um reacionário, um só exemplo de radical islâmico que tenha arriscado o pescoço para livrar um infiel das garras dos aiatolás vingadores.
A mentalidade revolucionária não admite leis ou valores acima do poder revolucionário, não conhece caridade ou humanitarismo exceto como expedientes publicitários a serviço da revolução, não admite lealdade senão ao aparato revolucionário, não aceita a existência da verdade senão como simulacro de credibilidade da mentira revolucionária.
Com toda a evidência, é assim que funciona a mente dos srs. Luís Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Marco Aurélio Garcia e demais próceres do Foro de São Paulo.
O sr. Lula acaba de dar mais um exemplo da sua mendacidade revolucionária infatigável, ao afirmar que o governo brasileiro nada sabia do retorno de Manuel Zelaya a Honduras, quando o próprio Zelaya confessa que foi tudo combinado com o sr. Marco Aurélio Garcia.
Colaboracionistas em profusão, espalhados pela mídia internacional, apressam-se em alardear que a presença do presidente criminoso na embaixada brasileira desestabiliza o regime hodurenho e o predispõe a concessões. Isso é pura guerra psicológica. Quem quer trégua não priva o inimigo de água e comida, nem atira nos agentes chavistas que o apóiam, camuflados de cidadãos hondurenhos. Quem está desestabilizada é a "ordem global", que mostrou toda a sua fraqueza, todo o seu desespero, ao ficar provado que, para destruí-la, basta um povo pequeno e corajoso dizer "Não".
Não acreditem em jornalistas que lhes apresentam a crise hondurenha como uma questão de aceitar ou rejeitar Zelaya na presidência. Esse problema nem sequer existe. Como presidente ou como cidadão, há uma ordem de prisão contra ele. Recolocá-lo no Palácio Presidencial é apenas garantir que ele irá para a cadeia com honras de chefe de Estado. Honduras não está lutando para se livrar de um político safado, mas para assegurar que a ordem legal e constitucional do país valha mais que a opinião de bandidos e tagarelas estrangeiros autonomeados "consenso internacional".
Para lidar com essa gente, toda precaução é pouca, toda suspeita é modesta, toda conjeturação de motivos sórdidos corre o risco de ficar muito aquém da realidade. Os hondurenhos parecem ser o primeiro povo do mundo que percebeu isso. Do Olavo de Carvalho
domingo, 27 de setembro de 2009
escutai-me! Tito Andrômico
Calada é a pedra e não nos incomoda; os tribunos, com sua fala, à morte condenam qualquer um.
TITO - Meus venerandos padres, escutai-me! Parai, nobres tribunos! Por piedade à minha idade, cujos anos jovens foram gastos em guerras perigosas, enquanto vós dormíeis calmamente; por todo o sangue que eu verti na grande causa de Roma, pelas noites frias que a velar eu passei e pelas lágrimas que ora vedes a encher os velhos sulcos de minhas faces: sede compassivos para meus filhos ora condenados, que alma tão corrompida não possuem, como em geral se pensa. Pelos outros vinte e dois filhos nunca chorei tanto, porque morreram no alto leito da honra. Por estes, estes, na poeira escrevo, nobres tribunos, a profunda mágoa do coração com minhas tristes lágrimas.
(Atira-se ao chão. Os senadores, tribunos, etc. passam por ele e saem com os prisioneiros.)
Lágrimas, apagai a sede seca da terra; o doce sangue de meus filhos a deixaria rubra de vergonha.
(Entra Lúcio, com a espada desembainhada.)
Tribunos reverendos, gentis velhos, soltai meus caros filhos, comutai-lhes a sentença de morte,permitindo que vos afirme quem não chorou nunca que hoje lágrimas teve eloqüentíssimas.
LÚCIO - Ó nobre pai! é em vão que chorais tanto. Nenhum tribuno vos está ouvindo; não há ninguém aqui. À pedra dura relatais vossas mágoas.
TITO - Ah! meu Lúcio! deixa-me interceder por teus irmãos. Graves tribunos, peço-vos de novo...
LÚCIO - Meu gracioso senhor, nenhum tribuno vos ouve neste instante.
TITO - Pouco importa, rapaz. Se eles me ouvissem, não veriam minha pessoa; mas embora a vissem, de mim não se apiedaram. Mas preciso pedir-lhes, muito embora sem proveito. Por isso digo às pedras meus pesares.
Se às minhas dores responder não podem, num ponto são melhores que os tribunos, por não interromperem meu relato. Quando choro, recebem minhas lágrimas, humildes, a meus pés, só parecendo que de mim se condoem. Se em solene vestuário se envolvessem, não teria Roma tribunos de tão grande preço. A pedra é mole como cera; duros como pedra são todos os tribunos.
Calada é a pedra e não nos incomoda; os tribunos, com sua fala, à morte condenam qualquer um.
(Levanta-se.)
Mas por que causa estás de espada nua?
LÚCIO - Para os manos livrar da morte, e, por tentado havê-lo, os juízes me exilaram para sempre.
TITO - Oh! que homem venturoso! Revelaram-se amigos teus. Como, insensato Lúcio, não percebeste que não passa Roma de um deserto de tigres? Necessitam de presa os tigres, não havendo em Roma presa alguma, afora eu e minha gente. Quanto és feliz, por teres-te afastado desses devoradores! Mas, que vejo? Quem é que o mano Marco vem trazendo?
(Entram Marco e Lavínia.)
MARCO - Tito, prepara para o choro os velhos olhos, ou o nobre coração para partir-se. Trago para teus anos dor pungente.
TITO - Irá matar-me? Então desejo vê-la.
Não te sentes arrependido dessas vilanias?Sim, por não ter dez mil como essas feito
Se em toda a vida fiz uma ação boa, no fundo da alma, agora me arrependo.
Símbolos Nacionais Brasileiros
Símbolos Nacionais Brasileiros
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
OLHA O NÍVEL DA POLÍTICA BRASILEIRA
O quadro acima foi produzido pelo G1 e reflete o nível baixo que chegou a política brasileira, carregada de hipocrisia, cinismo, baixarias e desrespeito ao cidadão. Trata-se da disuta verbal entre o governador do Mato Grosso e o ministro do Meio Ambiente.
Regras processuais da Lei Maria da Penha serão mantidas em novo Código.
O senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator da Comissão Temporária da Reforma ao Código de Processo Penal, anunciou que vai manter no projeto que trata das mudanças no código (PLS 156/09) os mesmos ritos da atual Lei Maria da Penha no que diz respeito aos processos judiciais decorrentes de violência doméstica. O compromisso foi assumido durante mais uma rodada de debates com especialistas, nesta terça-feira (22). No projeto, os processos perderam as condições especiais que a lei introduziu para reduzir a impunidade dos agressores e, em consequência, conter os níveis de violência doméstica.
Antes da Lei Maria da Penha, os agressores podiam ficar impunes mesmo nos casos de violências graves porque as vítimas, por medo ou vergonha, preferiam não denunciar seus maridos ou companheiros. Com o advento da atual lei, instituída em 2006, depois de quase 20 anos de luta das entidades feministas, a denúncia ficou mais ágil e independe da vontade da vítima quando há lesão corporal grave ou gravíssima. A abertura do processo é de iniciativa do Ministério Público, por meio de uma ação civil pública, o formato que Casagrande deverá preservar.
- Nem que quisesse, eu não teria condições de manter a proposta como está agora - disse o senador, salientando que as pressões dos grupos de mulheres seriam incontornáveis.
Para Casagrande, o grupo de juristas não teve intenção de promover um retrocesso. Em sua avaliação, o que aconteceu foi uma falha. Antes, a desembargadora Marli Marques Ferreira, que preside o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Federais, havia chamado a atenção para o problema no projeto. A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) também informou que entidades de mulheres de todo o país estão mobilizadas para "evitar fissuras" que comprometam conquistas obtidas com a Lei Maria da Penha.
- O que a gente sabe é que ninguém pode triscar nela [na lei] porque senão vai ter confusão grande - alertou.
Juiz das Garantias
O grupo de jurista foi instalado no ano passado por ato da Presidência do Senado. Do trabalho, resultou o anteprojeto de reforma do Código de Processo Penal que agora tramita como projeto de lei, com autoria do presidente do Senado. No debate, a avaliação geral é de que a proposta promove avanços no sentido da garantia dos direitos individuais. A criação da figura do juiz das Garantias seria um dos pontos que favorecem os direitos do cidadão. Esse magistrado irá acompanhar o inquérito policial e decidir por medidas de prisão temporária, mas outro dará a sentença. O entendimento é de que, no atual modelo, o julgador fica sem isenção total na hora de tomar uma decisão sobre as provas colhidas no inquérito que motivou o processo contra o réu.
Há preocupação, no entanto, com a viabilidade de aplicação da regra de separação entre o juiz das Garantias e o julgador nas comarcas servidas por apenas um magistrado. Pelo projeto, conforme Casagrande, haverá normas administrativas posteriores para disciplinar a indicação de juízes substitutos para essas comarcas, dando garantia de funcionamento ao novo modelo, sem prejuízo para os que vivem nas cidades do interior que, assim, também serão beneficiados por esse avanço.
- A regra do juiz substituto permite conciliar o problema. A legislação tem que estar um passo adiante da realidade, como um motor que provoque avanços - afirmou o relator, para defender a criação do juiz das Garantias, apesar das carências atuais do Judiciário.
Com relação ao objetivo de redução dos recursos que hoje atrasam o julgamento das ações, muitas vezes até a extinção da punibilidade do réu, a ministra Thereza Rocha Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou que o projeto é contraditório. Segundo ela, houve de fato restrições, em alguns estágios do processo, mas também abertura para outros recursos em determinadas situações. A ministra, que representou no debate o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), também apontou a necessidade de fixar de forma mais objetiva o significado de diversos termos do texto. Sem isso, disse, poderá haver diferentes interpretações por parte dos juízes, originando decisões distintas.
Na reunião desta terça, o senador Flávio Torres (PDT-CE) ficou à frente dos trabalhos, em substituição ao presidente da comissão, senador Demostenes Torres (DEM-GO). Ao fim, Casagrande informou que deve apresentar o relatório com o exame da proposta no início de outubro. Na próxima semana, haverá nova audiência pública.
Gorette Brandão/ Agência Senado
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Um Porto que não é Seguro para educadores na Bahia
PORTO SEGURO - ASSASSINATO DE DIRIGENTE SINDICAL MOBILIZA PROFESSORES, DEPUTADOS E SINDICALISTAS
Palpite presidencial
"Eu aprendi que, em política internacional, a gente não dá palpite nas coisas dos outros. Não é só invadir o território, não é só invadir as águas não. É não dar palpite", desabafou Lula. "Se a gente tomar conta do nosso terreiro, com muito carinho, já é bom demais. Se a gente, além do nosso, quiser dar palpite nos outros, começa a ter uma interferência, muitas vezes, desnecessária", ensinou.
Lula 2008 no G1
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Brasileiros de que lado está o Brasil? Estejam atentos agora somos todos responsáveis!
Se Zelaya é procurado pela justiça de Honduras e o Brasil
o está protegendo, escondendo-o, acoitando-o em sua embaixada só vejo uma saída: Corte de relações diplomáticas.
Antes, porem, usaria o método policial: cortaria água e luz....
Honduras, rompa com o Brasil. Dê o prazo de praxe e mande todos os representantes brasileiros de volta pra casa.
Simples assim.
Lula
que fique bem claro...qualquer convulsão social que ocorra em território hondurenho por essa hospedagem a Zelaya a culpa será sua.
LULA E AMORIM JOGAM CARTA DA OEA NA LATA DO LIXO
Por Reinaldo Azevedo
A ação do Brasil em Honduras, conte lá com a concordância de quem for, agride de maneira frontal, clara, inequívoca e inquestionável a Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA). A íntegra está aqui. Leiam, por exemplo, o que segue:
A Organização dos Estados Americanos não tem mais faculdades que aquelas expressamente conferidas por esta Carta, nenhuma de cujas disposições a autoriza a intervir em assuntos da jurisdição interna dos Estados membros.
Um cínico poderia dizer que o que vai acima não se aplica mais a Honduras porque ela foi suspensa da OEA. Pois é Cuba também não pertence à organização. Algum país se atreveria a fazer o mesmo com a ilha, a saber: abrigar de maneira clandestina uma liderança de oposição ao governo de Raúl Castro?
Sigamos com a Carta da OEA:
Todo Estado tem o direito de escolher, sem ingerências externas, seu sistema político, econômico e social, bem como de organizar-se da maneira que mais lhe convenha, e tem o dever de não intervir nos assuntos de outro Estado. Sujeitos ao acima disposto, os Estados americanos cooperarão amplamente entre si, independentemente da natureza de seus sistemas políticos, econômicos e sociais.
O artigo 9 da Carta prevê a ração caso um governo democrático seja deposto. Vocês sabem que não considero que tenha sido o caso do bandido Manuel Zelaya. Mas digamos que fosse. Que papel está reservado aos membros da OEA? Leiam a íntegra do artigo:
Artigo 9
Um membro da Organização, cujo governo democraticamente constituído seja deposto pela força, poderá ser suspenso do exercício do direito de participação nas sessões da Assembléia Geral, da Reunião de Consulta, dos Conselhos da Organização e das Conferências Especializadas, bem como das comissões, grupos de trabalho e demais órgãos que tenham sido criados.
a) A faculdade de suspensão somente será exercida quando tenham sido infrutíferas as gestões diplomáticas que a Organização houver empreendido a fim de propiciar o restabelecimento da democracia representativa no Estado membro afetado;
b) A decisão sobre a suspensão deverá ser adotada em um período extraordinário de sessões da Assembléia Geral, pelo voto afirmativo de dois terços dos Estados membros;
c) A suspensão entrará em vigor imediatamente após sua aprovação pela Assembléia Geral;
d) Não obstante a medida de suspensão, a Organização procurará empreender novas gestões diplomáticas destinadas a coadjuvar o restabelecimento da democracia representativa no Estado membro afetado;
e) O membro que tiver sido objeto de suspensão deverá continuar observando o cumprimento de suas obrigações com a Organização;
f) A Assembléia Geral poderá levantar a suspensão mediante decisão adotada com a aprovação de dois terços dos Estados membros; e
g) As atribuições a que se refere este artigo se exercerão de conformidade com a presente Carta.
Atenção! O artigo veta explicitamente a ação brasileira no item mais aparentemente anódino: o "g". A pressão dos demais membros tem de ser feita "em conformidade com a carta". E isso implica que um país não interfira na realidade interna do outro - e o Brasil está interferindo de maneira óbvia.
Agora leiam o artigo 19:
Nenhum Estado ou grupo de Estados tem o direito de intervir, direta ou indiretamente, seja qual for o motivo, nos assuntos internos ou externos de qualquer outro. Este princípio exclui não somente a força armada, mas também qualquer outra forma de interferência ou de tendência atentatória à personalidade do Estado e dos elementos políticos, econômicos e culturais que o constituem.
A intervenção do Brasil, como notam, nada tem de "indireta". É direta mesmo. A expressão "seja qual for o motivo" exclui qualquer desculpa que o governo brasileiro possa dar. Amorim e Lula jogam no lixo a carta da OEA.
Zelaya está na embaixada do Brasil em Tegucigalpa
Manuel Zelaya está na sede da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital de Honduras, informou a própria representação brasileira no país, citada pela rede Telesur. A informação também foi confirmada pela mulher do presidente deposto, Xiomara Castro.
Mais cedo, Zelaya havia dito que estava de volta ao país, e que estava na sede das Nações Unidas. No entanto, a própria ONU e o governo de Roberto Michelletti negaram a informação. "Ele está em uma suíte de um hotel da Nicarágua", disse o atual presidente.
Terra
Zelaya: Só os ratos se escondem. Submeta-se a justiça de seu país. Há garantias de sobra.
El presidente hondureño, Roberto Micheletti, pidió este lunes a Brasil que entregue al depuesto Manuel Zelaya, que regresó en secreto a Honduras y está en la embajada brasileña, para someterlo a la justicia. "El Estado de Honduras está comprometido a respetar los derechos del señor Zelaya al debido proceso", agregó Micheletti.
"Hago un llamado al gobierno de Brasil para que respete la orden judicial dictada contra el señor Zelaya, entregándolo a las autoridades de Honduras", dijo el mandatario en cadena nacional de radio y televisión.
Micheletti señaló que se ha respetado hasta el día de hoy el estatuto intenacional, pese a que la representación brasileña no reconoce al Gobierno de Honduras. Fuentes diplomáticas revelaron que Zelaya se encuentra en la Embajada de Brasil en calidad de "huésped".
Invitó a los hondureños a mantener la calma tras el retorno de Manuel Zelaya a Honduras.
"La presencia de Zelaya en el país no cambia nuestra realidad, el pasado 28 de junio el señor Zelaya fue removido de su cargo legalmente por decisión de la Corte Suprema de Justicia y el Congreso Nacional de nuestro pais", dijo Micheletti.
El mandatario hondureño indicó que Zelaya acepta las repetidas violaciones, aunque "no queda claro por qué ha regresado ahora a Honduras, sólo él lo sabe".
Micheletti señaló que Zelaya "está aquí para continuar obstaculizando la celebración de nuestras elecciones el próximo 29 de noviembre, como lo ha venido haciendo él y sus seguidores
Posts do Dois em Cena
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Post do Itacaré News
LULA E AMORIM JOGAM NO LIXO CONSTITUIÇÃO DO BRASIL
segunda-feira, 21 de setembro de 2009 | 17:45Reitero: uma coisa é o Brasil abrigar na embaixada perseguidos políticos (para usar uma expressão genérica); outra, distinta, é patrocinar a volta de uma liderança, pouco importa quem seja, imiscuindo-se na realidade interna de um país. A ação de Lula e Celso Amorim viola também o artigo 4º da nossa Constituição:
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
VII - solução pacífica dos conflitos;
IRRESPONSÁVEIS, FALASTRÕES E PERIGOSOS
terça-feira, 22 de setembro de 2009 | 6:09
Não faz tempo, a Economist perguntou de que lado estava o Brasil. A resposta era e é clara: do lado das ditaduras e dos que vislumbram uma "nova ordem" com o declínio dos EUA. Começamos a ver que cara ela vai assumindo. Leia na íntegra
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Infernos com caras de Paraísos
PERDÃO LEITORES, MAS HOJE NÃO TENHO ESTÔMAGO PARA ESCREVER MAIS, VOLTEI DE PORTO SEGURO COMO SE TIVESSE VISITADO O INFERNO do Imprensa Livre
O mar, o verde, o clima histórico, a descontração, tudo isso contribui para que Porto Seguro seja uma cidade muito agradável. Mas quem apenas olha superficialmente não pode enxergar, nem imaginar, o quanto há de podre nesse lugar.
Na cidade onde nasceu o Brasil, o Estado Democrático de Direito está sendo violentado covardemente.
É repugnante.
Quero escrever sobre o que fiquei sabendo, sobre o que as pessoas dizem nas ruas. Mas ainda não encontrei clima. Faço isso depois. Há muito o que dizer e comentar. Revelações bombásticas, depoimentos que comovem.
Mas hoje nem vou dormir em casa, preciso refletir sobre tudo isso com certa tranquilidade.
Espero que os loucos e psicopatas também durmam esta noite sem fazer mal a ninguém mais.
Espero também que os fatos acontecidos em Porto Seguro amadureçam a sociedade e a torne mais pacífica, menos hipócrita.
Embora Freud tenha dito que sem hipocrisia não existiria a civilização
FEMINICÍDIO
Que sean tus gritos
Que funden tímpanos
Sus cantos cuando busquen,
Miserable, consuelo
No Blog Mulheres de Juarez
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Que funden tímpanos
Sus cantos cuando busquen,
Miserable, consuelo
Cresce número de assassinatos de mulheres em cidade na fronteira do México
O número de mulheres assassinadas em Ciudad Juárez, no Estado de Chihuahua, norte do México, vem aumentando e alcançou sua cifra mais alta em 16 anos. Segundo organizações civis, pelo menos 88 mulheres foram assassinadas na cidade desde o início do ano, o índice mais alto desde que esses crimes começaram a surgir, em 1993.
A maioria dos assassinatos não foi esclarecida e as autoridades dizem que vários seriam consequência de disputas entre traficantes na cidade, que fica na fronteira com os Estados Unidos.As organizações não-governamentais estão em alerta. "É uma cifra muito, muito preocupante e revela que apesar de todas as ações e denúncias feitas, a impunidade continua", disse à BBC Mundo Juan Carlos Gutiérrez, diretor da Comissão Mexicana de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos (CMDPDH).O aumento desses crimes coincide com a polêmica causada pelo presidente Felipe Calderón ao propor a nomeação de Arturo Chávez como promotor geral do país.
Chávez foi procurador em Chihuahua nos anos em que mulheres começaram a ser vítimas da violência na cidade. Organizações de defesa dos direitos humanos o acusam de não ter investigado os crimes.
O fator narcotráfico
Desde o ano passado, a cidade se tornou um campo de batalha dos cartéis de Sinaloa e Juarez, que disputam o controle do tráfico de drogas na região.A procuradora de Justiça de Chihuahua, Patrícia González, definiu a situação como uma "guerra de extermínio" entre os grupos. Mais de 3.000 pessoas foram mortas desde janeiro de 2008.Desde o ano passado, as ONGs advertiram que a disputa entre as quadrilhas iria causar um aumento no número de mulheres assassinadas.
"(Isso ocorreu) por diferentes razões, mas o certo é que o número aumentou como jamais antes", disse à BBC Mundo Mariela Ortíz, fundadora da organização Nuestras Hijas de Regreso a Casa, que agrupa mães de mulheres assassinadas.
Processos internacionais
Desde abril, o governo do México enfrenta um processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pela falta de punição aos assassinos das mulheres.O processo se concentra no caso de três jovens mulheres, cujos corpos foram encontrados em um campo de algodão. Mas o resultado deste processo poderá refletir nos casos de outras 500 vítimas reconhecidas pela Procuradoria de Justiça de Chihuahua.As mães das três mulheres exigem a reparação de danos pelo governo mexicano, não apenas com indenizações em dinheiro, mas também com a punição dos culpados.Também se exige proteção às famílias das vítimas, que vêm sendo ameaçadas há vários anos.Nas audiências realizadas em abril, a procuradora de Chihuahua afirmou que mais da metade dos casos foram solucionados.A sentença poderá ser ditada dentro de um mês, informou o diretor da CMDPDH.Do BBC Brasil
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O feminicídio no México
Railda Herrero - 06-12-2005
Em 19 de setembro de 1998, uma cidadã holandesa tornou-se mais uma vítima dessa rede. Hester van Nierop, de 28 anos, foi assassinada em Ciudad Juárez, no meio do deserto, que se converteu numa das cidades mais violentas do país. Além de mais de 400 mulheres assassinadas, há cerca de cinco mil desaparecidas desde que este fenômeno de horror começou a ser registrado na região de Chihuahua, em 1993.
Os acontecimentos econômicos da década de 90 são a chave para entender a origem desses crimes brutais contra mulheres. A partir da década passada, mulheres jovens e de origem humilde, estudantes, meninas e adolescentes passaram a ser raptadas, mantidas em cativeiros e sujeitas às piores violências sexuais, antes de serem barbaramente assassinadas. As vítimas fazem parte das milhares que se dirigiram, nos últimos anos, à região em busca de ofertas de emprego.
Atrás de respostas a estes crimes, a instituição Colégio da Fronteira Norte do México descobriu que um quinto destas vítimas havia trabalhado nas 300 montadoras de multinacionais que dominam a economia de Ciudad Juárez. As vítimas, em geral, fazem parte da imensa massa de trabalhadores desqualificados que chega na região, totalizando 300 a cada dia.
No caso das mulheres sozinhas, tornam-se presas fáceis diante da impunidade que grassa na região. Desempregados, marginalizados, prostitutas, traficantes de pessoas e narcotraficantes rondam a área, onde a desigualdade, a pobreza e a falta de justiça são os campos férteis adubados com o sangue de
mulheres. Leia mais na RNW
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O documentário Bajo Juarez conta o caso de uma das mulheres assassinadas e em seu desenvolvimento apresenta outros e expõe o testemunho de jornalistas e versões de autoridades policiais que parecem beirar o absurdo
Organizações defensoras dos direitos humanos e de familiares das vitimas dizem que em Juarez foram assassinadas cerca de 500 mulheres desde 1993, grande parte antes sendo violentada e torturada. As hipóteses sobre esses crimes incluem desde cultos satânicos até negócios ligados à pornografia. Também há suspeitas de trafico de órgãos humanos.
Mas um informe de 2006 da extinta Promotoria Especial para a Atenção de Delitos Relacionados com os Homicídios de Mulheres no Município de Ciudade Juarez, criada pelo governo de Vicente Fox (2000-2006), afirmou que "se distorceu a dimensão exata do problema", o que gerou mitos e boatos infundados. As investigações da Promotoria que em seu momento indignou ativistas deram com resultado que na morte violenta de cerca de 400 mulheres não há nenhum padrão de assassinatos em série e que apenas 78 estão relacionados com ataques sexuais
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E no Brasil
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) cerca de 250 mil pessoas são vítimas do tráfico humano nos países da América Latina, sendo o Brasil um dos principais exportadores de mulheres para exploração sexual, especialmente na Europa.
As máfias que atuam no tráfico de seres humanos ultrapassam fronteiras e agem, inclusive assassinam mulheres em território nacional mostrando que esse é um esquema internacional, que envolvem autoridades de diferentes países, que dividem com a máfia o lucro milionário dessa que é a terceira atividade ilegal mais lucrativa produzida pelo capitalismo, através da exploração sexual de mulheres. Na Integra no PCO
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As organizações criminosas especializadas em tráfico de seres humanos mataram pelo menos oito brasileiras em 2009. Houve seis assassinatos na Espanha e um nos Estados Unidos. As vítimas são mulheres que deixaram o país para tentar a vida por meio da prostituição. O crime mais surpreendente, no entanto, ocorreu em território brasileiro, especificamente na capital do país. A morte de uma goiana no Guará revelou que as máfias europeias vinculadas à prostituição internacional não temem a segurança nacional. E dão ordens para aliciadores tirarem a vida daqueles que as ameaçam. No Correio Brasiliense
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23 de setembro - Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
No Brasil, o tráfico para fins sexuais é, predominantemente, de mulheres e garotas negras e morenas, com idade entre 15 e 27 anos.
O negócio da exploração sexual de meninas e meninos cresce no mundo de maneira incontrolável. Depois do comércio de drogas e de armas, é a atividade mais rentável do crime organizado. O turismo sexual, a prostituição infantil e a pornografia, são as linhas principais desta lucrativa "indústria" presente em todos os cantos do planeta.No Direit.org
Disque 100 - o canal nacional de denúncia da violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.
Boa Noite Brasil, Boa Sorte.
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Boa Noite Brasil, Boa Sorte.
Não existe inversão de valores, porque não mais existem valores . Sylvain Levy
Não vi. Não sei. Não fiz

Por Sylvain Levy*
Não vi. Não sei. Não fiz
Portanto, não aconteceu. A partir dos fatos ocorridos nos últimos dias, é lícito pensar que essa é a ideia que querem incutir nas nossas mentes.
Porém, se nos reportarmos há alguns anos, mais precisamente a 2005, verificaremos que foi exatamente assim que o Executivo tentou "vender" para a população os fatos conhecidos como escândalo do mensalão.
A denúncia de Roberto Jefferson foi seguida pelas declarações do presidente Lula afirmando "não vi e não sei", e a elas tiveram sequência as declarações dos acusados dizendo "não fiz", complementadas pelos lacaios de plantão, de sempre, concluindo que "se ele não viu e não sabe, e ninguém confessa que fez, então não aconteceu".
Quase deu certo. Alguém não entendeu bem o script e o assunto prosseguiu com denúncias envolvendo 40 pessoas, mas que, se tudo correr como deve, serão impronunciadas por decurso de prazo.
Esse era um assunto do Executivo.
Depois vieram os casos de Renan e Sarney. O teatro foi o mesmo, só mudou o palco, do Palácio do Planalto (Executivo) para o do Congresso (Legislativo).
Faltava o Judiciário, que no glorioso 27 de agosto entrou na cena.
Com a não pronúncia do ex-ministro Antonio Palocci, o Supremo Tribunal Federal transformou o que era movimento de governo em estratégia de Estado.
Não apenas é proibido investigar denúncias ou fatos delituosos. É proibido inserir esses temas na agenda nacional, em qualquer de seus poderes, pois eles não aconteceram.
Nenhum deputado foi flagrado recebendo dinheiro do mensalão, porque não houve mensalão. Ninguém recolheu recursos para pagar o mensalão, porque não houve mensalão.
Renan não usou o amigo para pagar a pensão alimentícia da filha, pois não tinha dinheiro para isso e porque isso não ocorreu. Não tem fazenda, plantel bovino ou apartamentos, pois não tem recursos para tal.
Sarney não usou de atos secretos para indicar ou nomear ninguém, pois esses atos não existiram nem existem. Não tem que explicar nada, porque nada aconteceu.
Palocci não mentiu à Comissão da Câmara dos Deputados, ao dizer que jamais compareceu à casa conhecida como República de Ribeirão Preto, porque foi inocentado pelo Supremo de ter violado o sigilo bancário do caseiro Francenildo.
E assim vamu nóis. A ética das coisas é substituída por essa "coisa" da ética.
Não existe inversão de valores, porque não mais existem valores. Exceto, é claro, aqueles passíveis de mudarem de mãos ou de bolsos.
Esta situação pode colocar a nação entendendo essa figura como a integração do governo, do Estado, do país físico e do povo num terreno pantanoso, entre a negação, a loucura e a mentira.
A negação é uma ação psíquica inconsciente utilizada pela mente como defesa de angústia intensa perante um fato que, embora ocorrido, não pode ser reconhecido como tal. A loucura estaria num estágio mais avançado da negação, onde não é possível conhecer da realidade e, por isso, ela não pode ser reconhecida. Quem não conhece não pode reconhecer.
No caso da mentira é diferente. A mentira é antes de tudo uma ação antieconômica da mente, pois ela precisa trabalhar conscientemente duas vezes: a primeira para saber/conhecer e a segunda para negar o sabido/conhecido. Como ambas são ações conscientes, exigem um grande gasto de energia psíquica, associado aos gastos energéticos físicos, como os tremores musculares, a sudorese, a agitação do corpo e das mãos e a dificuldade de fixação do olhar, entre outros sinais de desconforto. São poucos os mentirosos profissionais que conseguem manter a placidez e a imobilidade.
Se o governo e o Estado já estão cooptados e o país não fala, apenas o povo ainda é o elemento de resistência. A continuarem essas práticas, o povo se acumpliciará, não por opção, mas pelo bombardeio incessante da informação deturpada, e aí a música de Chico Buarque terá novo sentido: "Quem jamais esquece não pode reconhecer".
Então não nos restará alternativa a não ser a de ser uma nação de mentira.
Psicanalista, é membro associado da Sociedade de Psicanálise de Brasília
Fonte: Correio brasiliense Via Blog Dois em Cena.
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De Sylvain Levy
Violência e Poder
http://www.spbsb.org.br/forum2/textos/violencia_poder.pdf
Pense grande, faça pequeno
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=25724
Poder,sofrimento psíquico e contemporaneidade
http://www.spbsb.org.br/forum2/textos/poder_sofrimento_contemp.pdf
sábado, 19 de setembro de 2009
MINC AFASTE-SE DE NOSSOS JOVENS!
Ele é a cara do governo que representa

"Imagina. Na Chapada, 2h30 da manhã com dois mil jovens, fazer um discurso careta não dá. Não sei cantar, mas sei dançar"
"É irrepetível. Ficaria fora de contexto. Foi um discurso musical, tinha a música para entrar no ritmo, deixar o ritmo te tomar. Fora dali, seria uma caricatura pobre e completamente desfigurada."
Minc afirmou ter ficado emocionado e que pensa até em repetir sua "atuação" caso surja uma oportunidade semelhante para dar seu recado ao público. "Agora, a seco eu sou um desastre ecológico"
Ministro Carlos Minc
Carlos Minc vamos por partes: Ministro de Estado não precisa saber dançar e nem cantar. Também não precisa saber ser espetaculoso como você! Um ministro tem que saber muito sobre os assuntos de sua pasta e em público, saber se comportar. Ter educação, desconfiometro, tomar doses homeopáticas de simancol.
Você não precisava ir ao show. Caso fosse irresistível para você estar com 2000 jovens, não precisava subir ao palco, afinal, os artistas eram outros. Caso a vontade mais uma vez de aparecer fosse irresistível, afinal, você é um aparecido, subisse e ficasse no "boa noite galera". Isso já seria ridículo.
Você é um ridículo. Você é um velhote babão. Você quer ser candidato a qualquer coisa e se manter no poder, na mídia e tenta conquistar o único eleitorado que você tem chance de conquistar: o dos eleitores chapados!
Não é possível que seu chefe, mesmo sendo o chefe que é, com a fama que tem, te suporte depois dessa. O seu lugar é no olho da rua. Sua saída é a porta de seu ministério.
Saia Minc. Desocupe a moita e comece sua campanha junto aos seus. Vire um deputado obscuro que defende na tribuna a droga que mata e transtorna.
Para sua sorte há lugar para todos no mundo. Você encontrará o seu, porem, no ministério do meio ambiente não dá mais.
Rua Minc!
Fora Minc!
Desocupe a moita, Minc!
Ninguém queimará a Amazonia, Minc mas, também não vamos permitir que nossa gente, nossos jovens, nossos filhos queimem o que você gosta de queimar.
Acabou Carlos Minc e do que depender de nós você entra hoje na obscuridade... e caso você não suporte ser mais um na multidão ouça meu conselho: Substitua seus coletes horrendos por frutas da estação. Comece com abacaxis, depois, melancias...e assim por diante.
Saia Minc.
Vá pra casa e fique lá...fique odarando lá...longe de nós.

Mais, Na próxima, Carlos Minc, que tal falar um pouco sobre ela e suas sucessivas rehabs?
Menina estuprada em Itacaré
Por que os brasileiros não falam por Paulo Pavesi?
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Senado Federal: Alô Senado - Câmara Federal: Fale com o deputado: - Supremo Tribunal Federal Central do Cidadão -
CNJ investiga o juiz que classifica a Lei Maria da Penha de monstrengo tinhoso
CNJ investiga juiz que criticou Lei Maria da Penha
O Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta terça-feira (15/9), investigar o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, conhecido por ter chamado a Lei Maria da Penha de "regras diabólicas" e ter dito que as "desgraças humanas começaram por causa da mulher". Por fim, Rodrigues ainda classificou a Lei Maria da Penha de "monstrengo tinhoso".
O CNJ abriu Processo Administrativo Disciplinar depois que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais arquivou o caso. O processo ainda não foi analisado no mérito, mas o relator Marcelo Neves adiantou que "trata-se de uma denúncia grave de discriminação à mulher". A decisão de abrir a processo disciplinar foi unânime.
O conselheiro disse, ainda, que o caso deve ser julgado em breve. "O processo já está nem instruído", disse Neves. Segundo o relator, o juiz está passível de sofrer as punições do artigo 41 da Lei Orgânica da Magistratura. Pela lei, o magistrado que utilizar linguagem imprópria poderá ser advertido, censurado e até mesmo demitido. Na sessão desta terça-feira, os conselheiros do CNJ chegaram a discutir a possibilidade afastar o juiz preventivamente. O afastamento, contudo, será discutido somente no julgamento do mérito.
O CNJ analisará se as declarações de Rodrigues são ofensivas ao público feminino. Em uma sentença, por exemplo, o juiz escreveu que o "mundo é masculino". Além disso, chamou a Lei Maria da Penha de inconstitucional e se recusou a aplicá-la. Os conselheiros discutirão se os termos usados pelo juiz foram ofensivos. O CNJ, contudo, não poderá discutir o mérito da sentença mesmo que decidam que o texto foi agressivo à honra das mulheres.
Por ser um órgão de controle administrativo, o CNJ não pode tratar das questões criminais das declarações do juiz ou em relação aos processos sentenciados por Rodrigues. Mesmo assim, o conselheiro Marcelo Neves disse que o caso do juiz de Sete Lagoas é análogo a racismo considerado pela lei crime inafiançável. "É uma situação grave de preconceito, análoga à discriminação racial. Só que nesse caso é uma discriminação de gênero", disse o relator.
As declarações do juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007. Em uma sentença, o juiz escreveu que o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo. "Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões", escreveu o juiz.
Nas decisões, o juiz também demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado."
Revisão Disciplinar 2008.10.00.000355-9
Para juiz, Lei Maria da Penha é um conjunto de regras diabólicas
O juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues de Sete Lagoas, Minas Gerais, considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha e rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. Para o juiz a lei é "um conjunto de regras diabólicas", segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A lei é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica.
"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!".
Em uma de suas decisões, ele sugeriu que o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo e demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado." Ele chama a lei de "monstrengo tinhoso".
Rodrigues criticou ainda a "mulher moderna, dita independente, que nem de pai para seus filhos precisa mais, a não ser dos espermatozóides". Segundo apuração da jornalista Silvana de Freitas, que procurou ouvi-lo, o juiz usou uma sentença-padrão, repetindo praticamente os mesmos argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido. A 1ª Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas informou que ele está de férias e que não havia como localizá-lo.
Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (nº 11.340) aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência. Seu nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, agredida seguidamente pelo marido. Após duas tentativas de assassinato em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento e passou apenas dois anos em regime fechado.
Em todos os casos em suas mãos, Rodrigues negou a vigência da lei em sua comarca, que abrange oito municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, com cerca de 250 mil habitantes. O Ministério Público recorreu ao TJ, conseguiu reverter um caso e agora aguarda que os outros sejam julgados.Do Conjur.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
CNJ afasta Juizas baianas
A decisão da maioria dos membros do CNJ é oposta à que foi tomada pelo Pleno do Tribunal de Justiça (TJ-BA). Em junho, os desembargadores decidiram a arquivar a sindicância contra as duas magistradas. O relator do caso, desembargador Abelardo Virgílio, alegou "falta de provas".
Em Brasília, o entendimento foi outro: "Os fatos são graves e indicam que as magistradas adotaram comportamento incompatível com o exercício da magistratura. O afastamento se justifica para que possamos aprofundar as investigações", apontou o corregedor nacional de justiça, ministro Gilson Dipp.
Dipp foi relator do caso no CNJ. Seus colegas de conselho decidiram também, por unanimidade, a abertura de processo administrativo disciplinar contra as juízas.
O TJ-BA terá de suspender os eventuais benefícios ou vantagens recebidos pelas juízas, a exemplo de uso de carros oficiais. Os processos presididos pelas acusadas terão de ser redistribuídos.
A presidente do TJ-BA, desembargadora Sílvia Zarif, está obrigada, por decisão do CNJ, a evitar que as juízas ingressem com pedido de aposentadoria, para evitar o andamento da investigação.
Venda de sentenças - A juíza substituta da 2ª Vara Cível de Salvador, Maria de Fátima de Silva Carvalho, foi apontada, em maio de 2008, pelo então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, como "verdadeira colaborada da quadrilha" que comercializava decisões judiciais no TJ-BA.
CNJ determina afastamento de juízas suspeitas de vender sentenças
A denúncia do Ministério Público Estadual (MP-BA) afirma que a magistrada assinou sentença escrita e vendida pelo seu filho, o advogado Gevaldo da Silva Pinho Júnior. A decisão teria sido favorável à empresa de transporte Novo Horizonte em um litígio milionário com a Petrobras.
Gevaldo teria ganho um carro da marca Toyota, presente do representante da viação, Antônio Gilberto Azevedo. O advogado também teria recebido uma quantidade não informada de dinheiro, a título de propina, assim como outros dois membros da suposta quadrilha. No A Tarde
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No Jus Brasil
Há duas semanas, uma pesquisa nacional efetuada pela Fundação Getúlio Vargas apontou a Justiça da Bahia como a pior do Brasil. (RD nº 200910000024725).
Para entender o caso
* O Ministério Público da Bahia recorreu ao CNJ porque o Pleno do TJ baiano arquivou, dia 26 de junho de 2009, o processo administrativo (nº 52966-1/2008) movido contras as juízas Maria de Fátima Silva Carvalho e Janete Fadul de Oliveira. Por 18 votos a 4, os desembargadores acompanharam o relatório do desembargador Abelardo Virgílio de Carvalho.
* Na ocasião, o também desembargador Rubem Dário Peregrino Cunha, cujo afastamento da relatoria fora solicitado em setembro de 2008 pelas juízas absolvidas, se absteve e deixou o tribunal no momento da votação.
* A Operação Janus que flagrou Maria de Fátima e Janete, teve início em maio de 2007 com inquérito aberto pelo grupo de combate ao crime organizado do Ministério Público. A apuração revelou um esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano com a participação de empresários, advogados, funcionários do Tribunal de Justiça da Bahia e juízes e membros do MP.
* Em agosto de 2008 foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão. A soltura dos acusados determinada pelo Tribunal de Justiça da Bahia causou um bate-boca público entre desembargadores e os promotores do caso. Os nomes de cinco desembargadores apareceram nas escutas telefônicas. Os promotores pediram por duas vezes a abertura de processo contra os cinco -, mas, nesse ponto, não tiveram êxito até agora.
* O nome do filho de um dos cinco desembargadores baianos mencionados aparece nas interceptações telefônicas como possível intermediador.
* Em Brasília, o STJ ainda analisa se abre inquérito contra, pelo menos, cinco desembargadores citados em escutas telefônicas. O Ministério Público Estadual denunciou 15 outras pessoas, sendo dez advogados, por participação no esquema. O processo tramita na 2ª Vara Criminal de Salvador (BA).
* Considerada pelo M.P. como "verdadeira colaboradora da quadrilha" Maria de Fátima tem contra si a acusação de ter assinado uma sentença vendida em favor de uma empresa que mantém litígio milionário com a Petrobras.
* Em interrogatório à polícia, dois denunciados pelo MPE - os advogados Káttia Pinto Mello e Antônio Raymundo Magalhães de Oliveira - afirmaram ter relacionamento com a juíza Janete Fadul de Olivera, quando ela trabalhou como magistrada convocada no TJ-BA.
Mas o que mais complica a situação dela são os três processos em que ela era relatora, encontrados pela polícia na casa do advogado Magalhães de Oliveira.
* Outro fato complicador é que em uma das escutas telefõnicas, outros dois acusados - o advogado Alexandre José Cruz Britto e a ex-funcionária do TJ-BA Eliane Ferreira Luna - dão a entender que a magistrada participaria do comércio de decisões judiciais.
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Para entender como são as Sentenças na Bahia
Como dizem " Isto aqui é um Mangue!"
Espero que escutem de seus colegas ameaças de "XILINDRÓ"







